terça-feira, janeiro 22, 2019

OPINIÃO

                                                        O BRASIL QUE RENASCEU DAS URNAS 
Percival Puggina

         Com frequência ouço comunicadores afirmando que o novo governo reclamava da ideologia determinante nos anteriores e, agora, tão logo eleito, vem com outra ideologia. Fingindo afogamento na banheira dos fatos, exclamam como quem fala de uma troca de seis por meia dúzia: “Quer dizer, então, que era só por ideologia?” e acrescentam indignados: “Estão substituindo todos os ocupantes de cargos por outros da sua ideologia”.

         Penso que convém esclarecer que o termo ideologia se aplica, mais adequadamente, a uma idealização da realidade, não sendo, por isso, apropriado ao caso. O que aconteceu nesta eleição foi bem diferente. O Brasil renasceu das urnas e fez opção política por outra realidade. Sem idealização alguma. Ao contrário do que aconteceu nos governos anteriores, quando a ideologia fazia ministros no STF, a sociedade explicitou no voto o que vinha deixando claro nas redes sociais e nas ruas. Optou por coibir a impunidade, por torcer pela polícia contra o bandido (cujo lugar, decididamente, é na cadeia), combater a corrupção, proteger a infância, defender a instituição familiar, enxugar o Estado e acabar com os abusos. Após duas décadas em que a educação brasileira definhou em qualidade, graduou analfabetos funcionais, e cresceu – aí sim, - em ideologia, a sociedade optou por uma educação que privilegie o ensino fundamental, prepare os jovens para uma inserção ativa e produtiva na vida social e desenvolva valores morais que entraram em desuso.

O verde e amarelo das bandeiras que se agitaram nas ruas e praças do Brasil evidenciou que nosso país é amado e amável, pode voltar a ser uma nação respeitada, parceira das melhores democracias, avessa aos totalitarismos. E tem sobrados motivos para se orgulhar de suas raízes e de seus fundadores. Com muita razão, a ampla maioria dos brasileiros quer esse ânimo nas salas de aula, em substituição aos desalentadores resultados da pedagogia dos conflitos.

Nada tem a ver com ideologia, tampouco, a decisão política de privilegiar o interesse nacional em acordos internacionais, controlar de perto o trabalho da miríade de ONGs que, em muitos casos, atuam no Brasil, com recursos da União (ou seja, do povo brasileiro), em favor de interesses estrangeiros muito focados na riquíssima biodiversidade e no subsolo da Amazônia. É apenas o fim da copa franca, que serviu para o assalto às estatais, para os escandalosos e ruinosos financiamentos concedidos pelo BNDES, e para o enriquecimento de quem não precisa de recursos públicos no setor cultural. Ou não é exatamente isso que o povo quer? E isso nada tem a ver com “ideologia”.

A ira contra Olavo de Carvalho, por outro lado, se explica. Enquanto, em universidades brasileiras, tendo eco na "extrema imprensa", tantos se dedicam a emburrecer os alunos com doses de ideologia – aí sim – marxista, Olavo, com seus cursos, artigos e livros atuou no sentido oposto, ensinando milhares de brasileiros a pensar, e se tornando, de longe, o intelectual que mais influenciou, positivamente, a virada do jogo político no Brasil.

Por outro lado, é a primeira vez que eu vejo jornalistas criticando demissão de ocupantes de cargos de confiança. Certamente são razões do coração. Esperavam que o novo governo conduzisse suas políticas usando para isso servidores adversários, militantes do partido que povoou de modo sistemático o serviço público brasileiro? A última eleição mudou os rumos do Brasil, tanto quanto Lula e o PT o mudaram a partir de 2003. É bom lembrar que já no final daquele ano, a população brasileira começava a ser desarmada, tornando-se ovelha sob pastoreio de lobos.

 * Percival Puggina (74), membro da Academia Rio-Grandense de Letras, é arquiteto, empresário e escritor e titular do site www.puggina.org, colunista de dezenas de jornais e sites no país. Autor de Crônicas contra o totalitarismo; Cuba, a tragédia da utopia; Pombas e Gaviões; A Tomada do Brasil. Integrante do grupo Pensar+.

sábado, janeiro 19, 2019





     JOÃO MENDES

  
            SINALIZAÇÃO PERIGOSA



O sinal de trânsito da Av. Lucio Costa, em frente a academia Bodytech - Praia Posto 6, fica verde para os carros e para os pedestres ao mesmo tempo. Verifiquei isso na quinta-feira, 10 de janeiro, e no fechamento desta coluna, em 17 de janeiro, o sinal ainda continuava com defeito. Eu vi um casal quase ser atropelado porque confiou na sinalização para pedestres e não viu que também estava verde para os carros e o que é pior vinha um carro em velocidade, a via tem limite de 70 km/h, e não é fácil parar de repente. O motorista meteu o pé no freio e o casal apavorado saiu correndo, certamente um susto para todos. As faixas sinalizados pintadas no chão eu já andei criticando, muitas apagadas, agora são os sinais luminosos. Um abandono total das autoridades.


                               CAIXINHA DE SOM NA PRAIA

Com as novas tecnologias e a diminuição dos sistemas de som que tocam música, originária de pen drives ou com auxílio dos smartphones através do blue Tooth, as praias ficaram mais animadas. As já populares caixinhas de som, hoje bem leves, estão em todos os cantos das praias mas não se esta respeitando regras básicas de convivência. O ideal é que o volume seja colocado num nível que não ultrapasse a rodinha do grupo que a levou. Não se pode colocar essas caixas com o volume nas alturas até porque não se sabe o gosto musical da vizinhança. Presenciei na Praia do Pepê um grupo colocar um funk nas alturas enquanto toda a vizinhança torcia o nariz, não pode !


                                          CASAR PRA QUE ?

Imperdível !!! Fui no Teatro do Fashion Mall, São Conrado, assistir a peça “Casar Pra Que ?” com os atores Michelle Martins e Alessandro Anes. A peça já esta há nove anos em cartaz, tem direção de Eri Johnson, e continua fazendo muito sucesso com casa cheia. Eu ainda não tinha visto e me diverti muito, o texto é hilário e os atores dão um show, super afinados. Fica em cartaz até o final de fevereiro sempre nas noites de sexta e sábado. 


                               BREWTECO É A BOLA DA VEZ

O endereço certo é Av. Olegário Maciel 231, mas o Brewteco fica mesmo é já entrando na Av. Comandante Julio de Moura onde a turma invade a rua, em pé mesmo, com uma cervejinha na mão, já que o botequim esta recebendo um público muito acima da sua capacidade. Os frequentadores são na sua maioria bem jovens e a conversa animada, e a paquera, vai até altas horas. Tem que aproveitar a maré e torcer para que o sucesso continue.

  
correspondência para a coluna joaomendes@estudioj.com.br

OPINIÃO


Ministro Fux errou: Flávio Bolsonaro quer fugir da força da lei

Roubar o Brasil acima de tudo. Queiroz acima de todos. Essa é a percepção da população em relação à decisão do ministro Fux que mandou suspender temporariamente a investigação de Queiroz, a pedido do senador Flávio Bolsonaro, que se valeu do “foro privilegiado” para escapar provisoriamente da lei. Não importa a ideologia nem o partido, a lei tem que valer contra todos (“erga omnes”). Lei e Ordem acima de todos e Ética Humanista acima de tudo.

E se a confiança for embora? Sarney e o seu “é dando que se recebe”. Collor com seu Fiat Elba e contas no Uruguai. FHC com a emenda da reeleição e as privatizações corruptas, que reforçaram o patrimonialismo do Estado gigante. Lula com o mensalão e o Petrolão, que acabou chegando na Dilma. Temer com suas relações promíscuas com JBS e o Porto de Santos. O novo governo está começando com Queiroz. Ou tudo isso se esclarece ou a credibilidade vai embora.

Cupins da República. Jair Bolsonaro, eu e tantos outros colegas do Parlamento fomos eleitos para destruir esses cupins da República. Não podemos frustrar o povo brasileiro, muito menos nossos eleitores.

Onde foi que Fux errou?
Leia o artigo completo: https://bit.ly/2T0iS27

O Professor Luiz Flávio Gomes luta em defesa da ética, da justiça, da cidadania e, principalmente, contra a corrupção. Colaborou na construção das 70 Medidas Contra a Corrupção, lançado pela Transparência Internacional.
Escreve artigos, com análises jurídicas e políticas, postados em seu site pessoal (https://professorluizflaviogomes.com.br) e (facebook.com/luizflaviogomesoficial).

CULTURA


Escolas promovem políticas antibullying
Consciente do seu papel na formação dos alunos, Maple Bear cria políticas para impedir comportamentos destrutivos e engajar alunos em projetos com esse fim
Bullying é a palavra usada para descrever comportamentos agressivos, repetitivos e intencionais para com o outro. Podem tomar a forma de intimidações físicas, verbais, psicológicas ou sexuais, e acontecer tanto presencialmente quanto por meios digitais. As crianças que sofrem com tais práticas apresentam quadros de ansiedade, estresse e medo, e podem se tornar mais introspectivas e retraídas, comprometendo o desenvolvimento social. Há casos mais graves, que levam a depressão e possíveis agressões contra a própria vida. Com o objetivo de impedir esse tipo de comportamento e fomentar uma consciência coletiva para além dos limites da escola, a Maple Bear Canadian School criou políticas Antibullying com apoio de pais e responsáveis, supervisão da equipe docente e de funcionários das unidades e participação dos próprios alunos.
De acordo com o CEO da rede canadense, Arno Krug, o programa de ensino tem várias práticas e estratégias no sentido de prevenir e extinguir o bullying nas escolas, entre eles, a tutoria, que acontece em encontros semanais individuais entre o docente e os alunos do Ensino Fundamental e Médio. “Como referência em cidadania e educação, os professores da rede têm também a função de tutores, ou seja, asseguram o bem-estar emocional e social dos alunos individualmente em encontros semanais”, explica Krug. “Esse relacionamento mais próximo entre o professor e o jovem é essencial para que o bullying possa ser identificado, trabalhado e solucionado”, frisa.
Em paralelo, as mais de 100 unidades da rede no Brasil realizam projetos temáticos, discussões em sala de aula e palestras com especialistas no assunto, além de incluir já no currículo uma forte conexão com o tema respeito a diferenças. “Os pais também têm papel fundamental no combate ao bullying. Precisam estar presentes na rotina de seus filhos e ouvi-los com atenção, sem julgamento”, afirma o diretor acadêmico da Maple Bear Canadian School, Peter Visser.
Dando exemplo
Incentivada pelos professores e consciente dos problemas que tais práticas podem trazer às vítimas, a aluna do 9º ano da Maple Bear Mogi das Cruzes, Isadora Romero Brandalise (14), desenvolveu o projeto No bullying, no audience (Sem plateia, sem bullying), com o objetivo de contextualizar e conscientizar os colegas sobre os perigos de “zoar” os colegas.
O projeto da estudante, desenvolvido ao longo de 2017, foi selecionado pelo Fundo das Nações Unidas Para a Infância (Unicef) para ser apresentado na Assembleia das Nações Unidas em Nova York, EUA, junto com um Conselho Global de Adolescentes de países como Estados Unidos, Holanda, Índia, África do Sul e Turquia. “A ideia foi abordar as pessoas que estão ao redor do acontecimento, porque, se não houvesse ‘plateia’, o agressor ficaria sem estímulos”, explica Isadora.
Maple Bear Canadian School
Com origem em North Vancouver, British Columbia, Canadá, e com mais de 300 escolas em 16 países, atendendo mais de 35.000 crianças e adolescentes, a Maple Bear Canadian School é um dos líderes mundiais em educação bilíngue, oferecendo ensino Infantil, Fundamental e Médio de alta qualidade, fundamentado nas melhores práticas que posicionam a educação canadense entre as melhores do mundo. As escolas Maple Bear proporcionam um sistema de aprendizagem centrado no aluno, em um ambiente seguro e estimulante, despertando a paixão por aprender ao longo de toda a vida. No Brasil, a Maple Bear Canadian School está presente em todas as regiões do país com mais de 100 escolas