sábado, julho 02, 2016

Macaé na rota da cerveja artesanal



Conhecida como Capital do Petróleo e Princesinha do Atlântico, a cidade de Macaé está prestes a ganhar mais um título: a líder regional em cerveja artesanal. É isso mesmo. A cidade atualmente tem diversos amantes e produtores da bebida e está para a inaugurar uma cervejaria genuinamente macaense, a Show de Bola.


A primeira cerveja da marca foi lançada em junho do ano passado em Macaé. O sucesso foi tão grande que o time da Show de Bola não parou de crescer e este mês, após um ano do primeiro lançamento, será colocada no mercado a quarta cerveja da marca, uma American Indian Pale Ale (IPA). Atualmente a cervejaria comercializa a Pilsen, a Witbier Capim Limão e a Irish Red Ale em diversos bares, mercados e delicatessen da cidade.




O empresário, cervejeiro e sommelier da Show de Bola, Alexandre Barbosa, contou como surgiu a ideia de fabricar cerveja. “Tudo começou em 2013, quando fiz um curso de cerveja artesanal. Comecei a produzir e presentear alguns amigos. As pessoas foram gostando e iniciei a venda da minha cerveja só para os conhecidos. Um desses amigos, Roberto Campello, que  distribuía na cidade cervejas especiais, me perguntou se eu não queria um sócio para a produção. Foi aí que tudo começou”, revelou.

Atualmente a comercialização da Show de Bola está limitada à capacidade da microcervejaria onde atualmente ela é fabricada, totalizando 1,5 mil litros por mês. Com a cervejaria própria, a produção será ampliada para 4 mil litros por mês. O objetivo do empresário é ampliar a distribuição das cervejas em Macaé e região, mas ele disse que já existem interessados de outras partes do país.



“A cerveja artesanal tem um público que busca a experimentação e valores agregados, como novos sabores, novos aromas e harmonizações. Bebe-se menos, mas bebe-se melhor.  Como a cerveja artesanal Show de Bola é um produto genuinamente macaense, muitas pessoas compram para presentear amigos e parentes de outras cidades e até de outros países”, disse.

Mas fazer cerveja não é tarefa simples.  Alexandre revelou alguns desafios: “Prezamos pela drinkability em todas as nossas cervejas, ou seja, queremos que as pessoas tenham prazer ao degustar nossa cerveja e que tenham vontade de beber novamente.  O nosso grande desafio é fazer com que este consumidor experimentador e de paladar apurado tenha vontade de comprar  a segunda garrafa. São cervejas bem equilibradas, com teores alcoólicos médios, puro malte, sem conservantes, corantes e acidulantes e lúpulos selecionados.  Por isso,  como em toda cerveja artesanal, o custo de fabricação é mais elevado se comparado com o das cervejas comerciais, justificando um preço de venda diferenciado.  É uma cerveja para confraternização e está dando muito certo”, frisou.   

O empresário finalizou destacando o potencial de Macaé. “Macaé tem totais condições para entrar na rota cervejeira do estado do Rio de Janeiro, que atualmente só contempla cidades serranas (Petrópolis, Teresópolis e Friburgo). A cidade é bonita, possui bons serviços, excelentes bares especializados, restaurantes e hotéis, tem poder aquisitivo e já possui uma cultura cervejeira crescente, que se intensificou em 2013, com a criação da ACERVA-Macaé (Associação de Cervejeiros Artesanais de Macaé), da qual faço parte.  Nossa intenção é de repente criar a rota cervejeira do litoral”, concluiu.