terça-feira, julho 26, 2016

PERFIL - MAURO MAGALHÃES


Maria Helena Cantamissa


    



Nascido em 26 de março de 1935, esse mineiro de Ponte Nova, filho de  Alcides Alves de Magalhães e Dorvina Silva de Magalhães, MAURO HENRIQUES DE MAGALHÃES é pai de cinco charmosos rapazes, Maurinho, Carlos Frederico, Marcos, Julio e Alexandre, grande companheiro de seus irmãos Paulo, Fernando, Silvio, Maria Helena e Maria Elzira, e tem muito orgulho de seus dez lindos netos.
Mauro, esposa e os filhos
 Quando jovem foi estudar no Colégio Evangélico em Alto Jequitibá/MG. Muito  tímido, não conseguia se expressar no palco, com a mesma naturalidade com que redigia, chamando a atenção da esposa do reitor, que o incentivou a participar das aulas de oratória, transformando-o no bon vivant, orador que a todos seduz, que hoje conhecemos.

Interno durante a semana, tinha liberdade para passar o fim de semana na residência de Hugo Rabelo, família com a qual mantém amizade longa e duradoura, em Manhumirim, bucólica cidadezinha ao pé do Pico da Bandeira, terceira maior cordilheira do Brasil.
Em 1940 sua família mudou-se para Niterói e dois anos mais tarde, seu pai foi  trabalhar no Cassino de Quitandinha, em Petrópolis, chegando ao Rio no ano de 1944. E nesse cenário carioca, o mineiro se encontrou, se encantou e enfeitiçado por essa cidade maravilhosa, a então fervorosa capital da república, espremida entre o mar e a montanha, que o afiliou definitivamente.

Em 1958 começou a frequentar a Associação Atlética de Vila Isabel, com seu espírito inquieto e ousado, uniu-se à oposição,  circunstância que o levou à diretoria social, nos anos de 1959 e 1960.
Vera Ribeiro e Oswaldo Cardoso pres. A. Atlética Vila Isabel.






Bom contador de histórias, envolvente e cativante, adora relembrar como ajudou a eleger a Miss Vila Isabel, Vera Ribeiro, representando o Distrito Federal em Long Beach na
Califórnia no ano de 1959, no Miss Universo, ocasião na qual ganhou passagem aérea da Varig para acompanhá-la, naquele período áureo dos certames de beleza. 




Mauro e as Misses



Empresário do ramo imobiliário casou-se com a bela Thetis, em 26 de outubro de 1961, a namoradinha que conheceu com apenas 14 anos, quando estudavam no Instituto Rabelo na Tijuca.


O casal veio residir na Olegário Maciel, única rua da Barra da Tijuca que contava com iluminação pública e calçamento; a água que abastecia as casas era oriunda de poço e, cuidadoso, buscava na mina no Largo da Barra, a água para o banho de seu primogênito. Gosta de afirmar que é, sem sombra de dúvida, o morador mais antigo daqui.
Foi eleito deputado federal, por insistência de seus amigos jornalistas, um ano após seu casamento e reeleito em 1966 com maciça votação.
No comício, Carlos Lacerda e Juracir Magalhães governador da Bahia em Vila Isabel na eleição de 1962.
No inicio de seu mandado em 1962, obteve com o governador o decreto que implantou as Calçadas Musicais do Boulevart Vinte e Oito de Setembro, em Vila Isabel. Os fatos tal e qual aconteceram podem ser lido nas páginas 7 e 8 de seu livro “Carlos Lacerda - O Sonhador Pragmático”, escrito por ele, em 1993.
Em 1969 foi cassado pelo Ato Institucional nº 05 por pertencer a Frente Ampla e ser leal a Carlos Lacerda, seu amigo e correligionário.

Entre os anos de  1978 a 1984 foi  presidente da ADEMI - Associação de Dirigentes de Empresas do Mercado Imobiliário. Entre as inúmeras conquistas de suas gestões,  destaca a compra da casa localizada na Avenida Portugal na Urca, que, após obter com o Prefeito Israel Klabin, seu tombamento, restaurou-a para nela instalar a sede, preservando uma da poucas áreas de mar não aterradas no município.
Com seu peculiar jeito conciliador, desfez o rompimento do mercado imobiliário com o governo, ao convidar Mario Henrique Simonsen, para o primeiro almoço de sua gestão, selando um pacto que mudaria  a legislação nº 386, que era prejudicial ao mercado imobiliário. 

Em sua narrativa, nosso PERFIL conta o que considera uma bonita lição, pois durante anos foi adversário combativo de Leonel Brizola. Ocorre que em 1978 quando foram restabelecidos seus direitos políticos, fora consultado por Brizola sobre a possibilidade de participar na formação do PDT, demonstrando o respeito do político. No entanto, o fato não se concretizou.

No ano seguinte, na véspera da inauguração do Tijuca Off Shopping, Mauro enviou convite ao já eleito governador, que compareceu acompanhado da sua reclusa esposa, D. Neuza e da netinha, filha da polêmica Neuzinha.
Brizola, esposa e neta. Magalhães e a mãe D. Dorvina
Uma passagem que conta com sabor especial foi no ano de 1982, quando candidato a governador do estado, foi convocado pelo então Presidente da República, João Batista Figueiredo, para discutir projetos para o Rio de Janeiro, na Granja do Torto; curiosamente  um  local que em outras épocas, fora impedido de entrar. O encontro fora regado a cachaça, bebida que saboreava escondido da Primeira dama,  D. Dulce.  Mauro considera como “um encontro legal”, onde Figueiredo falou de sua maior paixão, os cavalos.


Na viagem apostólica que Papa João Paulo II fez ao Brasil em 1997, o Ministro Délio Jardim de Mattos convidou nosso PERFIL,


Papa Paulo VI e Mauro






para participar do café da manhã oferecido no Aeroporto da Base Aérea do Galeão ao sumo sacerdote, juntamente com D. Eugênio Salles e Roberto Marinho.




Esse fato fez Mauro Magalhães se considerar um homem privilegiado, pois em 1966, em Roma, recebeu a mesma dádiva, durante audiência particular com o Papa Paulo  VI, com direito a foto no Globo no dia seguinte.


Papa João Paulo II e Mauro






Receber a distinção das mãos de dois santos, Santo Papa Paulo VI e Santo Papa João Paulo II, é realmente desígnio de Deus.







Mauro, D. Eugênio, Roberto Marinho



Formou uma parceria de quase quatro décadas com os amigos Ferdinando Magalhaes, Oswaldo Schmit e Conde Caldas da Concal, para jogar tênis, reunindo-se religiosamente toda terça feira, ocasião na qual, degustam um churrasco e mantêm a conversa em dia, no bairro nobre de São Conrado.




Ferdinando, Mauro, Oswaldo e Conde Caldas















Tem uma relação de muito carinho com Frei Dino, o pároco da igreja São Francisco de Paula,
Frei Dino e Mauro








onde frequenta desde a época em que a construção ainda era de madeira. Relembra com saudades, quando ocasionalmente buscava o padre, para o jogo de futebol no “Campo Pantera Cor de Rosa”.








Recentemente recebeu a merecida Medalha Pedro Ernesto, pelas mãos do vereador Carlo Caiado. 
Thetis, Mauro e Caiado
A harmônica vida familiar, a respeitada trajetória como figura pública, as inúmeras conquistas profissionais, recheadas de muito glamour, fazem desse lutador de judô, merecedor das mais relevantes considerações. Seu invejável currículo do alto de seus 81 anos de vida bem vivida, com dignidade e distinção, nos dá conta que ele tem muita história para contar aos leitores de PERFIL.









Nossa colunista Maria Helena Cantamissa,
responsável por este PERFIL