sexta-feira, agosto 26, 2016

COLUNA ESPAÇO MOTOR

João Mendes







VEÍCULOS E TRANSPORTE - BALANÇO DA OLIMPÍADA

Depois de terminada a Olimpíada Rio 2016 eu trago aqui acontecimentos importantes relativos ao mundo dos veículos.

* A Nissan foi a grande vitoriosa por ter patrocinado o evento. Tudo começou muito antes com o revezamento da tocha em todo país que deu grande visibilidade para a marca e depois fez parte da operação de patrocínio a utilização, pela organização, de 4.200 carros da Nissan que na verdade foram vendidos para a locadora Unidas que administrou essa frota.

* Outra vitória da Nissan foi lançar oficialmente e mundialmente o Kicks

que acompanhou todo o evento do revezamento da tocha. O Kicks também emprestou seu nome para o Hotel Arena em Copacabana que passou a ser Hotel Nissan Kicks com uma cenografia que chamou a atenção. Uma das faces do hotel parecia ter raias de uma piscina com nadadores em ação e na outra um telão do tamanho do prédio mostrava os carros da marca e informações. Neste hotel, que também foi customizado internamente, aconteceram nas noites de sexta e sábado, shows com Maria Rita, Daniel, Nando Reis e muitos outros artistas, para convidados, imprensa e atletas de mais de 20 países. Este Hotel Nissan Kicks continua durante a Paraolimpíada.


* Outras ações importantes da Nissan: um grandioso centro de relacionamento situado no Parque Olímpico; um Bungee Jump no Boulevard Olímpico, no Centro da cidade; apresentação do carro conceito elétrico esportivo BladeGlider. A Nissan também patrocinou os times olímpicos Brasileiro, Britânico, Mexicano, Colombiano e Grego, e também 51 atletas incluindo o velocista jamaicano Usain Bolt.

* A Bridgestone, maior fabricante de pneus do mundo e patrocinadora oficial do evento, aproveitou para estreitar seu relacionamento com imprensa, representantes, grandes clientes, etc. Ela tem 187 fábricas sendo 76 de pneus, 19 de matérias-primas e 92 de produtos variados como equipamentos de golf, tênis, bicicletas e autopeças.

* Estacionar em Copacabana ficou impraticável. Muitas áreas de estacionamento foram interditadas e autorizadas apenas para carros com credencial do evento e também como ponto de embarque e desembarque de vans que transportavam voluntários, imprensa, atletas, etc.

* O sistema de transporte BRT funcionou bem e foi elogiado.

* A linha 4 do metro, que liga Ipanema a Barra da Tijuca, ficou um espetáculo. Só andava nela quem estava credenciado pelo evento ou estava com ingressos dos jogos. O problema é que as bilheterias só vendiam um bilhete para andar em qualquer transporte por um dia, até as duas horas da manhã, por R$25,00 enquanto a passagem única custa R$4,10.

* Também faltou planejamento no Metro para se adequar aos horários das competições e até no dia que aconteceu o revezamento da tocha em Copacabana. Quando a tocha passou na imediações das estações Siqueira Campos e Praça Arcoverde já passava da meia noite hora em que o Metro fechou suas portas. Quem estava lá para assistir não pode voltar para casa de Metro. Também ficaram prejudicadas as pessoas que assistiram muito esportes que terminavam tarde, depois do Metro já fechado. A explicação oficial é que precisa ser feita manutenção o que é uma mentira já que em várias cidades do mundo tem metro a noite inteira, e são trens bem mais antigos dos que trafegam no Rio.

* Um ônibus, entupido de fotógrafos e jornalistas estrangeiros, saiu do Centro de Mídia, no Parque Olímpico, para ir para o Riocentro que fica a 5 minutos só que depois de meia hora de viagem um gringo percebeu que estavam chegando no Leblon e explicou ao motorista que deveriam ir para o Riocentro quando o motorista pensou que era para ir para o centro do Rio. Este não foi o único problema com os ônibus dos jornalistas e fotógrafos. Programado para passar de 20 em 20 minutos, pelos hotéis da zona Sul, para recolher essa turma, num certo dia demorou mais de 1 h e 50 minutos e assim, quando passou, entrou tanta gente que não sobrou um palmo quadrado. Tinha gente sentada, em pé, nas escadas e até no colo. Um absurdo.

* No caso da mentira do nadador norte americano, Ryan Lochte, apesar de todas as piadinhas que diziam “ Procura lá no Posto Ipiranga” a bagunça realizada por ele e mais três amigos foi num Posto Shell.

* O Pior de tudo é que acabaram com o Autódromo Internacional do Rio de Janeiro por causa de um evento que durou duas semanas. O Prefeito Eduardo Paes diz com a boca cheia que conseguiu fazer o evento com menos dinheiro que o previsto mas ele não esta computando nesta conta o valor de um autódromo, um dos mais seguros do mundo, conhecido internacionalmente, cheio de história, que ele jogou fora. Um terreno de milhões de metros quadrados que foi dado para as construtoras em troca da montagem de arenas que serão desmontadas e no seu lugares serão construídos prédio residenciais. Só que essas construtoras que ficaram com estes terrenos estão sem caixa, estão sendo penalizadas pela Operação Lava Jato e assim existe uma grande possibilidade da área ficar deserta por muitos anos a não ser que estas construtoras vendam para outras com situação financeira mais saudável. No final vai virar um super condomínio mas vai demorar muitos anos para acontecer. Na próxima edição eu conto mais.