domingo, outubro 30, 2016

OS TIGRÕES  DO FUTEBOL DO MARINA BARRA CLUBE

Luciene Cury
Márcia Schweizer

                      As alegrias e os Percalços de uma União

Esta é a primeira publicação de uma nova coluna, que de agora em diante fará com que as pessoas sintam como são importantes os exercícios físicos para a nossa saúde física e mental. Fará parte de nossa equipe a professora de educação física Luciene Cury, que nos abrilhantará com seus ensinamentos e nos mostrará tudo o que precisamos saber para que tenhamos mais prazer em viver e para que nossa vida seja mais alegre, mais feliz, mais saudável.
Por isso, juntas fomos ao Marina Barra Clube


Foto: Jornal Cidade da Barra
e entrevistamos o seu time de futebol society, que é conhecido como “Tigrões do Marina”. Portanto, este é um artigo feito a quatro mãos em que o principal objetivo é a apresentação da nossa nova colunista aos leitores deste jornal.
Luciene Cury diz que o Brasil realmente é o País do Futebol, pois, por mais que estejamos insatisfeitos e frustrados pelo resultado da última Copa do Mundo, depois daquele enorme vexame que passamos no jogo Brasil X Alemanha, os brasileiros continuam com grande paixão pela bola, que é a primeira brincadeira infantil no nosso país.
Como acontece no  Marina Barra Clube, em muitos outros clubes pelo Brasil a fora, sempre há um time de futebol para distrair crianças e adultos. Pertencer a um grupo, participar de eventos, comemorações e conquistar títulos são o que movem as pessoas quando se unem em um time esportivo. Quando se trata de uma “família”, um grupo de amigos que se encontra semanalmente há aproximadamente 25 anos, com a mesma alegria e a mesma satisfação de sempre, o que dizer então?
Assim são os “Tigrões do Marina”, ou seja,  um time de futebol society onde os amigos jogam aos sábados e domingos das nove horas ao meio dia e às terças e quintas-feiras das vinte às vinte e duas horas.
Foto: Jornal Cidade da Barra




Todos compraram as camisas dos dois times, sendo uma azul e a outra vermelha, assim eles podem jogar no time que quiserem, dependendo do sorteio que fazem para decidir isso. Nas costas das camisas há o emblema do Clube com a palavra “Tigrões”.
Foto: Jornal Cidade da Barra
Os participantes são sócios do clube, os goleiros são funcionários e o juiz é terceirizado. Não há taxa especial para a participação nos jogos, mas pagam R$50,00 quando há torneio. O grupo é formado por médicos, dentistas, advogados, pilotos e petroleiros. Desde que sejam animados e gostem de futebol, o time está aberto para todos que se interessarem.
Rui Mendes, coordenador do futebol do Marina Barra Clube é um angolano e professor de educação física que enaltece o grupo,                            
Foto: Jornal Cidade da Barra







dizendo ser ele diferenciado dos demais grupos que ele já acompanhou, devido à união que existe entre seus componentes e por ter jogadores entre 16 e 70 anos no mesmo time.




Afonso Fernandes Rocha, participante do grupo desde o começo, em 1984, vice-presidente do Clube Marina por quinze gestões e conselheiro por dezoito vezes, afirma que o futebol do Marina é o mais organizado do Rio de Janeiro em termos de clube, pois tem juiz contratado em todos os jogos.                                                                                     
Foto: Jornal Cidade da Barra



Afonso também participa do grupo do “Bafo Quente”, que frequenta a sauna há vinte e cinco anos, sempre à tarde dos sábados e se reúnem em um churrasco todos os últimos sábados do mês, quando homenageiam os aniversariantes.





Já Carlos Sérgio, conhecido por Jô, reúne-se todos os últimos domingos do mês, numa churrascada conhecida como “Arquibancada”. Informa que existem três torneios durante o ano, para haver integração entre as pessoas do grupo. No início da temporada comemoram com um café da manhã e no final do ano tem um animado churrasco.                                                                 
Foto:
Jornal Cidade da Barra



E lembra que o mais velho jogador do grupo está com 78 anos de idade e o mais novo com apenas 16. O amor pelo futebol passa de pai para filho, como é o caso deste jovem de 16 anos, o Pedro Carvalho, que é filho de “peladeiro”.

Foto: Jornal Cidade da Barra








Júlio Freitas Brito informa que o campo de futebol do Marina leva o nome do seu falecido pai, Júlio Freitas, que foi um dos fundadores da pelada e que agora é homenageado pelo Clube.      
Foto: Jornal Cidade da Barra (Alazão)



Alazão faz parte do Conselho Administrativo e ajudou o Marina Barra Clube a crescer. Há vinte e cinco anos procurou um clube onde pudesse levar seus filhos e nunca mais abandonou o Marina.

O encontro dos jogadores de futebol no Marina Barra Clube não é apenas uma brincadeira de final de semana, vai muito além da atividade física proposta. Chega ao coração dos atletas e faz a união entre os seus componentes. Daí a importância de haver um clube em todos os bairros da cidade, onde a comunidade de todas as idades pode se encontrar, onde as crianças se desenvolvem num ambiente sadio e seguro, onde os pais frequentam com o sentimento que estão fazendo o melhor para os seus filhos que crescerão repletos de amigos e com o pensamento de que a sociedade unida e saudável faz a diferença! A família unida pelos esportes, pela vida em sociedade e em ambiente protegido das más influências, só pode dar certo.

 Vamos pensar nisto?