quarta-feira, novembro 02, 2016

Poesia, Prosa & Entrelinhas

Gisele Lemos


Amor em tempos nulos


Espera a presença que nem vem.
Calada, nada escolhe.
Áspera Vitoria.
No tempo regido por outros…
Todos os que viajam e nem se preocupam,
Nem se despedem.
Serei da vida o desamor?
Urge o sossegado canto do enganado e ludibriado gosto.
Indo e nem vindo, resolveu por mim. 
Calado, disse sim!
E partiu!

Fim.










A prosa vai para a Cidade do Rio de Janeiro, que de Rio sossegado, nada tem. Vamos refletir sobre a Cidade, que escolheu se calar, ao dizer “não voto”!

As pessoas? Elas desejam fazer outras escolhas? Desejam curtir um fim de semana longe do Rio? Ou viver sem pensar em políticos e nas politicas publicas? Mas a vida segue e mesmo assim,  os cariocas ficam calados? Mas somos todos contra a corrupção, tenho certeza!

Com 1,3 milhão de eleitores que deixaram de votar e escolherem o Prefeito do Rio de Janeiro, vamos refletir sobre os homens, pensamentos e suas esperanças, e vou citar Paul Sartre.



Jean Paul Sartre foi um filosofo (1905-1980) e escritor francês. "O Ser e o Nada" foi o seu principal trabalho filosófico.
Um dos maiores representantes do pensamento existencialista na França, juntamente com Albert Camus e Simone de Beauvoir. Sartre publicou importantes livros, ao disseminar seus preceitos existencialistas:


"A Náusea" (1938), "O Muro" (1939), "O Imaginário" (1940), e peças de teatro como "As Moscas" (1943), "A Idade da Razão" (1945), entre outras.

Ser é Escolher-se




Para a realidade humana, ser é escolher-se: nada lhe  vem de fora, nem tão-pouco de dentro, que possa receber ou aceitar. Está inteiramente abandonada, sem auxílio de nenhuma espécie, à insustentável necessidade de se fazer ser até ao mais ínfimo pormenor. Assim, a liberdade não é um ser: é o ser do homem, quer dizer, o seu nada de ser. (...) O homem não pode ser ora livre, ora escravo; ele é inteiramente e sempre livre, ou não é.  Jean-Paul Sartre, in 'O Ser e o Nada' 

“A escolha é possível, em certo sentido, porém o que não é possível é não escolher. Eu posso sempre escolher, mas devo estar ciente de que, se não escolher, assim mesmo estarei escolhendo”. Jean Paul Sartre, J., O Existencialismo é um Humanismo, 1946.

O Existencialismo é um Humanismo foi o título da conferência proferida por Sartre em Paris no dia 29 de outubro de 1945, com o objetivo de “defender o Existencialismo das críticas que lhe estavam sendo dirigidas

Por vezes captamos o desejo de liberdade como resposta a pergunta que nessa semana nem se cala. Quem nada disse, de certo modo também escolheu.




Vamos aguardar as mudanças, na Prefeitura do Rio de Janeiro, desejando ao novo Prefeito Marcelo Crivella, uma excelente jornada.