quarta-feira, abril 26, 2017

FRENTE CONTRA A VIOLÊNCIA NA CIDADE DO RIO É CRIADA NA CÂMARA DE VEREADORES DO RIO

O vereador Fernando William (PDT) conseguiu número suficiente de assinaturas para criar na Câmara Municipal do Rio de Janeiro a "Frente parlamentar  pela redução de homídios e pela cultura de paz", que vai atuar de forma continuada na busca de soluções para os conflitos na cidade. A ideia é fazer um fórum permanente de discussões com a sociedade civil organizada, órgãos de segurança pública e membros da academia. Pela manhã, o vereador promoveu um debate público sobre o segurança com a presença do presidente da Associação de Cabos e Soldados da PM, Wanderley Ribeiro; da delegada da Polícia Civil, Gisele Vilarinho Faro; do ex-coordenador do Rio sem Homofobia, Cláudio Nascimento; da Coordenadora do Centro de Apoio Operacional das Promotorias Criminais do Ministério Público, Somaine Patrícia Cerrutti Lisboa,  e familiares da menina Maria Eduarda, morta dentro da escola. O Relações Públicas da Polícia Militar, o Major Ivan Blaz, apesar de ter confirmado presença, não participou do evento.
Em 2016, segundo dados do ISP, foram mais de 5 mil homicídios, uma média de 13 por dia no estado, lembrou a delegada Gisele Vilarino. Foi exatamente pensando nesses números que  o vereador Fernando William (PDT), que mediou o debate, se empenhou em formar a Frente Parlamentar pela redução de homicídios na capital. " A gente quer tentar redefinir a política de segurança pública, especialmente para diminuir os homicídios que acontecem na cidade do Rio de Janeiro. Como é que as armas chegam nas comunidades, como que as drogas chegam? A gente precisa identificar quem são os intermediários, quem são os grandes barões e quem está financiando esse conflito", disse ele, que durante a audiência comparou a situação do Rio a uma "guerra civil".
 
Para o presidente da Associação de Praças da Polícia Militar, Wanderley Ribeiro, um dos grandes problemas do Rio é a gestão equivocada da polícia, que em sua opinião, deveria ser desmilitarizada. Ele sugeriu também  o fim da Justiça Militar. Ribeiro ressaltou  que policiais são sempre vítimas no atual momento da segurança pública. Até esta terça-feira (24), 58 policiais haviam sido mortos este ano no Estado, segundo Wanderley. " Os policiais de base são as maiores vítimas em um sistema que te joga na boca do lobo. Temos coletes vencidos, carros sem combustível, armas que falham em operações. O que está faltando é planejamento adequado", afirmou ele.