sexta-feira, julho 28, 2017

COLUNA ESPAÇO MOTOR

João Mendes









  FORD ECOSPORT 2018  VEM PRA BRIGA

 Fui para Recife, PE,  onde a Ford fez o lançamento oficial do Novo Ecosport 2018, a 4ª geração do modelo. Lançado em 2003 o primeiro SUV compacto produzido no Brasil liderou o mercado por 12 anos até chegarem várias opções para a disputa. Com o modelo 2018 a Ford espera voltar a liderança e foi arrojada ao montar versões de bom conteúdo e duas motorizações para que seu Ecosport ficasse em condições de competir com as opções oferecidas pela Honda, Renault, Jeep, Chevrolet, Hyundai, Peugeot e Nissan, que surgiram depois e com isso estavam mais atualizadas. 


Assim, a Ford colocou 7 air bags de série em todas as versões do Novo Ecosport e também central multimídia com tela flutuante e muita conectividade. É importante destacar que o Ecosport, criado e desenvolvido no Brasil, vai ser produzido também em outras 5 fábricas, fora do Brasil, e comercializado em mais de 140 países que tem 80% da população mundial. As versões SE e Freestyle recebem o moderno motor 1.5 de 3 cilindros que desenvolve até 137,2 cavalos e a versão Titanium leva o motor 2.0 Direct Flex, injeção direta de combustível, com até 176 cavalos e câmbio automático de 6 velocidades com trocas manuais através de borboletas no volante. Esse câmbio automático também esta disponível para as outras versões. Essa versão Titanium é a mais potente do segmento. Neste Ecosport 2018 tudo é novo, os bancos, o volante, console central, 20 porta-objetos e itens de conveniência, duas tomadas USB de 2 Amperes, novo rebatimento do banco traseiro para que o porta-malas pule de 356 litros para 1200 litros e o assoalho do porta-malas também tem 3 posições para facilitar a acomodação da carga. O conteúdo e os preços é que estão fazendo a diferença em favor do produto da Ford que dependendo da versão pode ter sistema anti capotamento, assistência de estacionamento com câmera e sensor de ré, sistema de monitoramento de ponto cego, Ford Power que é a chave por presença e acionamento do motor através de um botão, sistema Sync 3, piloto automático completo com limitador de velocidade, bancos de couro, farol de Xenon, luz diurna de LED e muito mais. Andei nas versões com as duas motorizações e gostei muito do desempenho, a cabine ficou mais silenciosa e os materiais usados no acabamento deram mais sofisticação ao modelo. A forração da versão Titanium é bicolor e ficou muito bonita e sofisticada.  A versão mais barata é a SE, câmbio manual,  que custa R$73.990. A SE com câmbio automático passa para R$78.990. A Freestyle, câmbio manual, R$81.490 e com automático R$86.490 e a versão top é a Titanium que tem até teto solar, sensor de pressão de pneus, sensor de chuva, acendimento automático dos faróis, Sync 3 com tela de 8” sensível ao toque, computador de bordo em tela de 4.2” colorida, ar condicionado digital e tudo de melhor que já foi citado acima por R$93.890. Nunca um produto da engenharia nacional ganhou essa amplitude no mercado global e a Ford agora vai para o mercado visando voltar a liderança que foi sua por tantos anos.


ANDANDO DE HONDA CRF 1000L AFRICA TWIN TRAVEL EDITION


Ela foi feita para cruzar os desertos da África ou até dar a volta ao mundo mas eu andei com ela só no Rio de Janeiro, no perímetro urbano, em estradas asfaltadas e até numa estrada de terra secundária. A Honda divulga que a lenda esta de volta pelo passado de glória do modelo, estou me referindo a Honda CRF 1000L Africa Twin. Ela é uma on-off road de 999 cm³ de cilindrada, domesticada, qualquer um pode dirigi-la mas eu aconselho que tenha uma boa experiência mais por causa da sua altura, peso e potência. A versão testada, denominada Travel Edition, tem para-brisa mais alto (R$990), cavalete central (R$1.430), malas laterais (R$4.800) e baú traseiro (R$2.990). Esses dois últimos não interferem na direção, principalmente no trânsito, andando no “corredor” ou manobrando entre carros, realmente impressiona a maleabilidade.

As rodas são compostas de aros de alumínio e estrutura raiadas, e recebem pneus mais adequados para a cidade medidas 90/90-21 (dianteiro) e 150/70-18 (traseiro). Na dianteira a suspensão tem garfo invertido com curso de 230 mm e possibilidade de ajustes de acordo com o tipo de uso e perfil de pilotagem. A suspensão traseira é do tipo monoamortecida Pró-Link da Showa, com curso de 220 mm e opções de ajustes na pré-carga da mola. O resultado é muito conforto na cidade e segurança no off road. O motor é a gasolina, tem 2 cilindros em paralelo e desenvolve 90,2 cavalos de potência. A transmissão é por corrente, a caixa de marchas tem seis velocidades e os freios possuem ABS nas duas rodas. . Para controlar o motor tem o HSTC – Honda Selectable Torque Control que te possibilita escolher entre 3 níveis de controle de torque e pode desativar o ABS na roda traseira. Andando em vias mais rápidas e na estrada, usando mais a quinta e sexta marchas, consegui uma média de 21,4 km/l e na cidade, sem forçar muito nas arrancadas consegui 18,5 Km/l, um consumo bom para uma moto desse porte. Esse consumo foi visto no completo computador de bordo do painel digital com duas telas de LCD e para maior visibilidade o farol é de LED. A Africa Twin teve seu preço reposicionado pela Honda para aumentar o volume de vendas e o Banco Honda esta com condições especiais de financiamento. A versão ABS custa R$54.990 e a ABS Travel Edition R$64.000. A Honda CRF 1000L Africa Twin é produzida na fábrica de Manaus – AM e é uma moto que leva a confiança e a garantia da marca Honda para sair por aí sem direção e curtir grandes aventuras.


TESTANDO O TOYOTA COROLLA XEi

No primeiro semestre deste ano ele foi o sétimo carro mais vendido no Brasil, líder do segmento dos sedãs médios, me refiro ao Toyota Corolla que teve melhoras significativas para seu modelo 2018. Andei na versão XEi que é um luxo só. Tem motor 2.0 de 154 cavalos, câmbio CVT, bancos de couro, ar condicionado digital e muito mais. Conto tudo na próxima edição.